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Presença de inflamação cardíaca e fibrose pode estar associadas à atividade da doença da artrite reumatoide

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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doen...

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doença, que acomete, segundo as estatísticas, uma em cada cem pessoas. A artrite reumatoide acomete duas vezes mais mulheres na faixa entre 40 e 60 anos do que os homens.

É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado

A boa notícia é que a doença pode ser tratada, e a qualidade de vida perdida recuperada. “É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado. Podemos preservar a capacidade funcional do paciente, que pode ter a qualidade de vida recuperada. Em geral, a sensação de rigidez e dores nas juntas acontece mais fortemente pela manhã.  Ao menor sinal de dores nas articulações, um médico reumatologista deve ser consultado imediatamente, pois quando mais cedo o tratamento é iniciado, melhor é a resposta. É importante observar, também, que essa doença pode atacar os olhos e pulmão”, afirma o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF (Universidade Federal Fluminense).

O Dr. Haim ressalta que estudos científicos recentes mostram que a inflamação cardíaca pode estar relacionada a artrite reumatoide. Essas pesquisas demonstraram que a presença de inflamação cardíaca e fibrose estão associadas à atividade da doença da artrite reumatoide. O médico do CREB conta que uma pesquisa com 60 pacientes portadores de artrite reumatoide, com idade média de 57 anos, sem doença cardíaca conhecida ou fatores de risco cardiovascular, foi realizada e eles foram submetidos à ressonância magnética cardíaca, para análise de parâmetros cardíacos específicos de inflamação e alteração estrutural cardíaca. “Os resultados encontrados pelos pesquisadores sugerem que a presença de achados cardíacos na ressonância que indicam inflamação e fibrose miocárdica estão diretamente correlacionados com a atividade inflamatória da artrite reumatoide, e que alterações na estrutura miocárdica podem preceder a insuficiência cardíaca. O controle da inflamação da artrite reumatoide, além de prevenir a progressão da doença nas articulações, pode também influenciar no surgimento de doença cardiovascular”, explicou o Dr. Haim.


Nova opção de tratamento para artrose: é possível evitar a cirurgia

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A artrose é a mais comum das doenças reumáticas, atingindo aproximadamente um quinto da população mundial.

A artrose é considerada uma das mais frequentes causas de incapacidade ao trabalho após os 50 anos. A artrose ou osteoartrite ou osteoartrose, também conhecida popularmente como “bico de papagaio”, é causada por várias alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas que ocorrem, simultaneamente, na cartilagem hialina e no osso sub condral, levando a diminuição do espaço articular com perda cartilaginosa e formação osteofitária (bico de papagaio). Ocorre o comprometimento da articulação como um todo, isto é, da cápsula articular, da membrana sinovial, dos ligamentos e da musculatura periarticular.

Segundo o Professor Dr. Haim Maleh, coordenador da Reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia –  e professor de Reumatologia da UFRJ, a artrose é de evolução lenta, afetando as articulações periféricas e axiais, mais frequentemente as que suportam peso. Incide, predominantemente, no sexo feminino, na idade adulta entre a 4ª e 5ª décadas e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade. A incidência desta doença aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos, sendo que, aos 85 anos é ela universal. Tem grande impacto social e seu grau de incapacidade é importante

O Dr. Haim Maleh chama a atenção para alguns fatores de risco: hereditariedade, alterações hormonais, obesidade, alterações da massa óssea, doenças metabólicas, sobrecargas esportivas, alterações posturais dos joelhos, alterações posturais dos pés (da pisada).

– No CREB, após identificar a possível causa da osteoartrose, utilizamos além do tratamento medicamentoso, protocolos de reabilitação física com sessões de hidroterapia, cinesioterapia específica, acupuntura e fisioterapia. Uma novidade de tratamento que utilizamos em nosso protocolo é a Viscossuplementação, que apresenta resultado muito bom. Este método faz parte das recomendações de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology, consiste na infiltração intra-articular de ácido hialurônico. A viscossuplementação é feita em consultório, por médico especialista, de 3 a 5 aplicações. As injeções trazem alívio para a dor e melhora da função. E é bom esclarecer que não se trata de um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Como a indicação de cirurgia para artrose, seja por artroscopia ou colocação de prótese para o joelho, é definida pela intensa dor e a perda ou diminuição significativa da mobilidade articular, acredito que deva-se dar uma oportunidade de correção e melhora antes da cirurgia, que muitas das vezes deixa de ter necessidade de ser feita, porque o paciente na maioria das vezes fica sem dor e recobre a mobilidade, encontrando novamente uma melhor qualidade de vida – informa o Dr. Haim Maleh.

Você pode viver bem, feliz e sem dor.


A artrite reumatoide: tratamento pode devolver qualidade de vida perdida

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A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Par...

A artrite reumatoide acomete jovens, meia idade e pessoas da terceira idade. Principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, atingindo as articulações e provocando dores intensas e até mesmo a impossibilidade de realização de determinados movimentos. Para uma pessoa com artrite reumatoide, muitas vezes realizar uma atividade tão cotidiana como escovar os dentes é um transtorno.

– Acredita-se que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que não é verdade em absoluto. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente, muitas vezes jovem, e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas articulações com ou sem calor, edema e/ou vermelhidão no local, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A artrite reumatoide é a inflamação nas articulações, que geralmente ocorre de modo simétrico, ou seja, envolve a articulação do lado direito e esquerdo. Um dos sintomas comuns da doença, além da dor constante, é uma fadiga inexplicável e rigidez após períodos de inatividade, principalmente pela manhã. A doença é diagnosticada pelo reumatologista a partir de exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas, o que pode em muito ajudar para o diagnóstico diferencial de outras doenças articulares. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório, pontua o Dr. Camilo.

– O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia ,acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas do CREB. É possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mesmo sendo a doença de longa evolução. A boa notícia é que atualmente temos no arsenal medicamentoso a possibilidade de evitar a dor, deformidade e mesmo fazer com que a doença entre em remissão, o que é praticamente estar curada – explica o médico.



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